MEC corta vagas em 29 cursos de Direito
Duas
universidades terão seus cursos de Direito
extintos em determinados campi, pois tiveram todas
as vagas cortadas. A Universidade Metodista de Piracicaba,
em Santa Bárbara d´Oeste, no interior
de São Paulo, perdeu 80 vagas.
Já as Faculdades Centro Universitário
Euro-Americano, de Brasília, e Centro Universitário
Nove de Julho, de São Paulo, perderão
mais de mil vagas cada uma. Respectivamente, 1.309
e 2.594 vagas a menos nas duas instituições
de ensino.
Os cursos de Direito das 29 instituições
que assinaram termos de compromisso registraram
conceitos inferiores a três no Exame Nacional
de Desempenho dos Estudantes (Enade) e no Indicador
de Diferença entre os Desempenhos Observado
e Esperado (IDD).
Segundo o secretário de Ensino Superior,
Ronaldo Mota, a diminuição global
do número de vagas ofertadas é definida
pelo secretário como necessária para
adequar a capacidade acadêmica da instituição
a um número apropriado de estudantes recebidos
a cada ano.
"Isso não deve ser interpretado somente
como punição. Recebendo um número
mais adequado de alunos, a contribuição
das instituições na formação
poderá ser melhor", argumentou Mota.
As informações são da Agência
Brasil.
Mota informou ainda que cerca de 51 cursos devem
passar por medidas especídicas. São
instituições que apresentaram conceito
abaixo de 3 (em uma escala que vai até 5)
no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade)
e baixo desempenho no Indicador de Diferença
entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD).
A intenção do MEC é anunciar,
até meados de abril, medidas para todo o
conjunto de cursos carentes de aperfeiçoamento,
após concluídas visitas feitas por
um grupo de especialistas. A comissão, designada
por portaria e composta por representantes da OAB
e da Associação Brasileira de Ensino
de Direito, trabalhou na definição
do termo de compromisso.
Outras exigências do ministério são
uma mudança no perfil do corpo docente, com
a contratação de mais mestres, doutores
e professores em tempo integral; melhorias no núcleo
de prática jurídica; reorganização
das turmas; revisão do projeto pedagógico
e melhoria do acervo bibliográfico, com aquisição
de novos títulos.
Ao serem reavaliados após 12 meses, os cursos
que não cumprirem os compromissos firmados
estarão sujeitos a um processo administrativo,
que pode resultar no fechamento. As instituições
que se negarem a assinar o termo de ajuste até
abril, podem sofrer a mesma punição.
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