Governo altera as regras dos
planos de saúde
Quarenta e dois milhões de brasileiros podem
ser beneficiados pelos novos serviços que
os planos de saúde são obrigados a
cobrir. As mudanças valem para todos os planos
individuais e de grupo contratados a partir de 1999.
Pelas novas regras, os planos de saúde serão
obrigados a oferecer cirurgias como vasectomia,
laqueadura de trompas, videolaparacospia e o chamado
auto transplante de medula óssea.
Também passam a ser cobertos pelos planos
o fornecimento e colocação de DIU
(dispositivo intra-uterino), mamografia digital
e exames de DNA para tratamento de doenças
genéticas.
Os segurados terão direito ainda a uma sessão
por mês com psicólogos e até
seis consultas por ano com terapeutas ocupacionais,
fonoaudiólogos e nutricionistas.
A assessora comercial Eliane Bezerra há pouco
tempo teve que pagar R$ 120,00 por uma consulta
com nutricionista, apesar de ter plano de saúde
há 20 anos. Ela gostou das mudanças.
“Para mim, é excelente. Eu tenho interesse
de fazer um controle alimentar e, agora que o plano
vai cobrir, eu não vou perder essa oportunidade”,
diz.
Esses serviços começam a valer a partir
do dia 2 de abril. De acordo com a agência
que regula o setor, não há como impedir
preços mais altos para os novos contratos
– mas para quem já tem plano de saúde,
a ampliação da cobertura obrigatória
não pode representar aumento na mensalidade.
O presidente da Agência Nacional de Saúde,
Fausto Pereira, lembra que o reajuste anual dos
planos começa em maio, mas afirma que as
mudanças não vão afetar o equilíbrio
financeiro dos contratos. “Em relação
aos contratos que já estão em vigor,
não tem nenhuma mudança nesse momento;
no reajuste que a ANS vai autorizar em maio, essa
nova resolução também não
trará nenhum tipo de impacto”, afirma
Pereira. “Em relação aos novos
contratos, a precificação é
livre para as empresas”.
O presidente da associação dos planos
de Saúde, Arlindo de Almeida, disse nesta
quinta-feira que o setor deve ter um aumento de
custos de 10% com as novas regras. Ele não
afasta a possibilidade de recorrer à Justiça
contra as medidas.
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