Entenda como funciona a nova
cobrança de telefones fixos por minuto.
O Brasil começou no dia 1º de março
de 2007 a migração da cobrança
das ligações locais por minuto - atualmente,
parte das operadoras ainda contabiliza os gastos
do consumidor por pulso. Por determinação
da Anatel, nos próximos seis meses todas
as empresas de telefonia fixa mudarão a cobrança
e terão que oferecer dois planos de tarifação:
um básico e um avançado.
A diferença é que agora o consumidor
vai pagar um valor mais próximo daquele que
ele, realmente, usou o serviço. Todas as
ligações de até 30 segundos,
por exemplo, serão cobradas por 30 segundos.
Mas depois haverá um escalonamento de 5 segundos
que evitará que o consumidor pague por um
minuto de ligação sendo que ele só
falou 45 segundos. O consumidor também não
pagará por ligações de duração
inferior a 3 segundos.
Entenda as principais mudanças:
a) Escalonamento da cobrança
- se a pessoa falar até 30 segundos, paga
por 30 segundos;
- se a pessoa falar de 31 até 36 segundos,
paga por 36 segundos;
- se falar de 37 a 42 segundos, paga por 42 segundos;
- se falar de 43 a 48 segundos, paga por 48 segundos;
- e assim por diante.
b) Planos de tarifa
- A regra dos três segundos sem tarifa e da
tarifa mínima de 30 segundos vale para os
dois planos que as empresas são obrigadas
a oferecer a partir do dia 1º de março
(um é chamado de plano básico e outro
de alternativo).
c)
Pagamento para completar a chamada
- No plano básico, o cliente paga apenas
pelos minutos que falar. No plano alternativo, o
preço por minuto é mais baixo, mas
cada vez que uma chamada é completada, o
cliente paga o equivalente a quatro minutos, ou
seja, cada ligação custa no mínimo
o equivalente a quatro minutos. Com exceção
da chamadas que durarem até três segundos,
que não serão cobradas. O plano alternativo
vale a pena, portanto, para quem faz ligações
mais longas ou usa a internet discada.
d) Prazo para decidir o plano
- Os planos estão disponíveis para
os consumidores desde ontem (1º.03). Eles terão
até o dia 31 de julho para optar. A partir
de 1º agosto, nenhuma conta poderá mais
ser tarifada por pulsos, apenas por minutos. Para
escolher um plano, o consumidor deve conversar com
a operadora que utiliza.
e) Diferença entre os planos
O jornal A Gazeta do Povo, de Curitiba (PR), publicou
dia 02/03 objetivo comparativo, sobre as principais
regras dos dois planos de telefonia, usando informações
da Abrafix - Associação Brasileira
de Concessionárias de Serviços de
Telefonia Fixa. Os dados correspondem ao horário
normal.
Em horários reduzidos (de segunda a sexta-feira,
entre 0h e 6h; aos sábados, entre 0h e 6h
e 14h e 24h; e aos domingos e feriados nacionais,
entre 0h e 24h), o consumidor pagará valores
diferenciados.
Plano básico:
* Franquia: 200 minutos por mês para residências;
* Conversa não tarifada: até três
segundos (com exceção de chamadas
seqüenciais, para o mesmo número, com
intervalo, entre uma e outra, menor que dois minutos)
* Tarifação mínima: 30 segundos
* Paga para completar a chamada? Não.
* Preço por minuto, sem impostos: de R$ 0,067
a 0,074, dependendo da região de cada operadora
Plano alternativo:
* Franquia: 400 minutos por mês para residências
* Conversa não tarifada: até três
segundos (com exceção de chamadas
seqüenciais, para o mesmo número, com
intervalo, entre uma e outra, menor que dois minutos)
* Tarifação mínima: 30 segundos
* Paga para completar a chamada? Sim, no valor de
4 minutos.
* Preço por minuto, sem impostos: de R$ 0,025
a 0,027, dependendo da região de cada operadora
Voltar