No
final da noite, governo divulga decreto sobre as
novas regras, e federação dos bancos
confirma que custo do aumento do IOF deverá
ser repassado para os tomadores de crédito
Ficarão mais caros praticamente todos os
tipos de financiamentos com o aumento de tributos
feito pelo governo para compensar o fim da CPMF,
confirmou, em nota, ontem a Federação
Brasileira de Bancos (Febraban).
- O IOF não é um custo a ser repassado
aos tomadores de crédito. É um tributo
a ser pago separadamente por esses tomadores - disse
o presidente da Febraban, Fábio Barbosa.
O decreto que elevou a alíquota do Imposto
sobre Operações Financeiras (IOF)
passou a tributar, em 0,38%, 16 de 25 operações
de crédito que até agora tinham alíquota
zero. O texto, divulgado no fim da noite de ontem,
informa que transações como penhor,
empréstimos rurais e com recursos do BNDES,
financiamentos à exportação
e concedidos por intermédio de cooperativas
e adiantamentos de contrato de câmbio - entre
outros - ficaram mais caras.
Outras nove continuam a ter alíquota zero.
A mais importante delas é o crédito
imobiliário. O benefício é
estendido ao seguro habitacional obrigatório
nos financiamentos. Outras são empréstimos
interbancários e do Fundo de Financiamento
ao Estudante do Ensino Superior (Fies).
Como as alterações foram publicadas
ainda na quinta-feira, todas as operações
de crédito, de câmbio e de seguro sujeitas
à incidência do IOF terão o
recolhimento retroativo a ontem.
A Receita ainda não explicou como será
feita a cobrança do IOF para as pessoas físicas.
Tudo será detalhado hoje pelo secretário-adjunto,
Carlos Alberto Barreto. O imposto é cobrado
na fonte, mas ainda não se sabe se o valor
de 0,38% será feito desta forma, tampouco
se no momento da contratação do empréstimo.
O ritmo do consumo interno, puxado por compras parceladas,
não deverá cair apesar do aumento
do custo do financiamento, dizem especialistas.
Fonte:
Zero Hora
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